tudo era perfeito àquela luz de calmos abajures: a minha mulher, a roupa da minha mulher, o rosto da minha mulher, o jeito como ela se sentava na poltrona pequena, e o silêncio. ah, e também os óculos da minha mulher. o livro que ela lia era eu. virou a página sem número nem distância daqui, a última, sorriu satisfeita. tirou os óculos e viu todas as palavras deslizarem, por mágica, em grupo, de volta à caixinha do título. e o título se revelou:
ela, o mundo.